Ao tomar conheciemnto de uma página com referência ao BAR DO GIL, sinto-me na obrigação de expor os fatos a seguir.
Minha estimada costureira tem um estabelecimento localizado quase em frente a referido boteco. E, aos sábados, é dia de prova das roupas encomendadas durante a semana. Por essa ocasião, nunca me faltaram olhares gulosos e suspiros profundos quando eu passava em frente à macharia e, de propósito, requebrava mais do que o normal rumo à prova do s vestidos e saias.
Porém, venho a público através desse manifesto conclamar a minha profunda decepção ao notar a ausência dos gentis cavalheiros frequentadores desse estabelecimento. Situação essa que torna menos cor-de-rosa a ida de todas as faceiras mulheres do Crato à referida costureira.
Portanto, peço que não ponham fim a esse caso de amor entre um bar e uma máquina de costura. E que os componentes da mesa do carro-de-boi não deixem nunca de olhar para uma mulher que passe por lá as sábados de manhã, mesmo que essa mulher esteja acima do peso ou com o cabelo desleixado.Assim, o Bar do Gil também será para sempre um cubículo malcheiroso, porém profundamente poético e importante para nós.
ATT - BELÍSSIMA ANÔNIMA
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